Artistas


Trio Brasileiro

Formed in 2011, Trio Brasileiro has already made a name for itself as an ensemble worthy of international attention. Their stunning virtuosity is matched with remarkable musicianship and a deep devotion to the language of music, allowing them to achieve a one-of-a-kind sound that shares equal parts understated subtlety and irresistible groove. But it is their love of the traditional music of Brazil and the connection between brothers – by birth and by bonds of friendship – that create a very rare and profound beauty. Trio Brasileiro includes the celebrated guitarist and full time member of the award-winning Brasil Guitar Duo, Douglas Lora; one of Brazil’s finest mandolin virtuosos, Dudu Maia, and the amazing percussionist and brother of Douglas, Alexandre Lora. Trio Brasileiro is dedicated to performing the great traditional choro music of Brasil by Jacob do Bandolim, Ernesto Nazareth, Pixinguinha and others, as well as their own compositions, which are modern reflections of that great traditional musical form. Trio Brasileiro’s discography includes “Simples Assim” (2012), “Alegria da Casa” - featuring the amazing clarinetist Anat Cohen (2015) and “Caminho do Meio” (2015). Dudu, Douglas and Alexandre live in Brazil and have been touring as a trio in the U.S. since 2011 with overwhelming success, with sold out performances and standing ovations all along the country. The trio has performed with great success in New York, Chicago, Boston, Bay Area, Minneapolis, Portland, Seattle, Bloomington, Louisville, Cedar Rapids, etc. Since 2011, Trio Brasileiro has also led the faculty of the annual Centrum Choro Workshop, the biggest event dedicated exclusively to Choro music in the U.S.


CLARICE ASSAD

Compositora, pianista e cantora, nasceu no Rio de Janeiro em 1978. Filha do violonista e compositor Sergio Assad, desde os seis anos já compunha usando o piano como ferramenta para a composição. Ainda no Brasil, cantava em vários comerciais; jingles para rádio e para a TV, além de participações especiais em inúmeros discos infantis até completar 13 anos de idade. Inaugurando uma nova fase em sua vida musical, dos 14 aos 18 anos, trabalhou como pianista, tocando na noite e acompanhando cantores como: Leco Alves, Neti Szpielman, Luli e Lucina. Se apresentava solo e em grupos como a Rio Jazz Orchestra e fez parte de varias peças teatrais entre elas: "Doidas Folias" com direção musical de Tim Rescala, "Ta na Hora" com direção musical de Caique Boticai, "A Estrela Menina" dirigido por Joaquim de Paula. Clarice "performer" aconteceu com o seu amor pelo palco. Seu estilo é difícil de categorizar, pois as influencias e experiências ao longo dos anos são muito vastas. E uma mistura de jazz, musica brasileira e música contemporânea, tratadas de maneira muito pessoais.

Como pianista, tem sólida técnica erudita, a liberdade e sofisticação harmônica do jazz e a vivacidade rítmica e colorida da musica brasileira. Como cantora, interpreta canções em diversas línguas e improvisa com a voz, linhas melódicas e rítmicas com a precisão e entonação de um aparelho eletrônico.

Aos 18 anos, aceitou o convite de ir estudar composição e Fllm Scoring nos Estados Unidos. Como compositora, seu trabalho vem sido muito bem recebido. Suas pecas foram publicadas na Franca e nos Estados Unidos e são tocadas na Europa, no Brasil, Estados Unidos e Japão. Clarice fez também a trilha sonora do ballet Americano "Steps To Grace" da diretora Lou Fancher, e a trilha da peça "A Lição de Anatomia" escrita pelo Argentino Carlus Mathus. Pianista, vocalista e arranjadora.

Descrita pelo jornal São Francisco Chronicle como uma "séria ameaça tripla", e "uma arranjadora e orquestradora de grande imaginação" (NY Times), Clarice Assad está fazendo sua marca no mundo da música como pianista, arranjadora, cantora e compositora.

Uma artista versátil de profundidade e sofisticação, seus trabalhos foram publicados na França (Editions Lemoine), Alemanha (Trekel), nos Estados Unidos (Virtual Artista Collective) e têm sido executados na Europa, América do Sul, Brasil, Estados Unidos e Japão.

Sua música ‘Assad’ muitas vezes tem um núcleo temático e explora os elementos físicos e psicológicos de uma história ou conceito. Com um repertório em contínua expansão, suas obras são procuradas por músicos, no mundo clássico e do jazz.

Clarice Assad é compositora, pianista e vocalista de profundidade e habilidade musical. Descrito pelo San Francisco Chronicle como "uma séria ameaça tripla", Assad é uma compositora vibrante, altamente prolífica. As texturas coloridas cuidadosamente trabalhadas permeiam seu mundo musical e emocional, que abrange uma grande variedade de estilos, incluindo seus próprios conceitos originais.

As estréias mundiais em 2017 incluem comissões da Orquestra do Festival de Cabrillo, Duo Noire, Sociedade de Guitarra Clássica de Boston, The Chicago Sinfonietta, OCAM, Jazz Meets Classical, arranjos para a New Century Chamber Orchestra e Chanticleer, entre outros projetos excitantes. Clarice Assad voltará a se juntar a sua família para uma turnê em maio e agosto no Brasil, e depois deixa Danmark para uma residência de um mês trabalhando com artistas locais estelares e dando oficinas e masterclasses na área de Copenhague.

Clarice Assad atuou como “Compositor em Residência” para a Sinfonia de Albany, o Festival de Música Contemporânea de Cabrillo e a Orquestra de Marcos de Boston. Assad recebeu prêmios como o Prêmio Aaron Copland, vários prêmios ASCAP em composição, Meet The Composer's Van Lier Fellowship, League of American Orchestras, New Music USA, NPR's All Songs Considerado, American Lyric Theatre, Mcknight Visiting Composer Fellowship, a Fundação Jerome, o American Composer Forum, a Franklin Honor Society, bem como uma indicação da Fundação Grammy para a melhor composição contemporânea.

Como intérprete, Clarice Assad recebeu aclamação por suas apresentações de composições originais e seus próprios arranjos de músicas populares brasileiras, música mundial e padrões de jazz. Atuou em locais como Jazz at Lincoln Center em Nova York e Doha, Catar, o Festival Internacional de Jazz de Caramoor, Carnegie Hall, The Metropolitan Museum of Art, Concertgebow em Amsterdã, San Francisco Jazz, Pick-Staiger Concert Hall em Chicago, Le Casino de Paris em Paris, França e o Palais des Beaux Arts em Bruxelas, na Bélgica. Aclamado pelo LA Times como "Um solista deslumbrante", Assad canta em português, espanhol, francês, italiano e inglês, mas prospera na exploração da voz como instrumento, criando uma vasta gama de texturas inovadoras e incorporando um vocabulário emocionante de técnicas alargadas em sua música.

A música de Assad está representada nos rótulos Cedille Records, SONY Masterworks, Edge, Telarc, NSS Music, GHA e CHANDOS. Ela gravou quatro álbuns solo, o mais recente título "IMAGINARIUM", que possui mais de 50 convidados: uma combinação de instrumentistas e cantores profissionais e amadores, que recebeu críticas estelares do Jazz Times, Jazz Weekly, World Music Report e Songlines, entre outros Publicações. O álbum foi classificado como "o álbum de jazz brasileiro mais surpreendente em anos" e Assad foi eleito altamente entre os "Top 10 artistas que influenciam a música brasileira hoje" pelo Wondering Sound.

Possui um diploma de Bacharelado em Música com honras da Universidade Roosevelt e um mestrado em Música da Universidade de Michigan School of Music, onde estudou com Michael Daugherty, Susan Botti e Evan Chambers. Suas obras são publicadas na França (Editions Lemoine), na Alemanha (Trekel), Criadores do Brasil (Brasil) e, de forma independente, pela Virtual Artists Collective Publishing, (VACP), uma editora co-fundada com o poeta e filósofo Steve Schroeder. No seu aniversário de 10 anos, o VACP publicou 55 volumes de poesia e música.


PANDEIRO REPIQUE DUO

Bernardo Aguiar toca pandeiro no duo.

É percussionista carioca, um dos integrante do grupo Pife Muderno, liderado pelo escultor do vento Carlos Malta. Acostumado a transitar pelos mais diversos gêneros da música brasileira e mundial, o pandeirista vêm atuando em projetos diversos como o disco introspectivo “Casa de Villa” do genial compositor Guinga e em dvd, shows e cds do famoso e explosivo grupo O Rappa. Bernardo nasceu em 1984 no Rio de Janeiro e rapidamente se interessou pelo universo do samba, freqüentando desde bem novo a bateria da Escola de Samba Unidos do Santa Marta. No ano de 1997, ainda com 13 anos, iniciou oficialmente a sua carreira profissional ao ingressar na orquestra de pandeiros Pandemonium, grupo que o levou a tocar com cantores como João Nogueira, Elza Soares, Nelson Sargento e Wilson Moreira. Também foi através do Pandemonium que Bernardo teve contato com alguns de seus mestres da percussão: Naná Vasconcelos, Carlos Negreiros, Robertinho Silva e Marcos Suzano.

A partir dos 17 anos até os dias de hoje, vêm colaborando com diversos músicos do cenário da música instrumental brasileira, incluindo o grupo Pife Muderno, Yamandú Costa, Hamilton de Holanda, Jaques Morelenbaum e Zé Paulo Becker, nomes que o fizeram circular pelo Brasil e pelo mundo levando e ensinando a sua arte.

Gabriel Policarpo toca repique no duo.

É percussionista carioca, primeiro repique da Escola de Samba GRES Viradouro e idealizador do grupo de percussão Batuquebato. Referência como solista no mundo do samba, Policarpo é um mestre dos ritmos aplicados aos instrumentos de bateria de Escola de Samba tendo desenvolvido seu próprio método de ensino chamado “Bossa da Mão”, método este que aplica nas muitas oficinas que dá pelo Brasil e pelo mundo. Sua proposta didática se aplica nas aulas e na preparação de alunos que se apresentam em importantes eventos culturais e desfiles na cidade do Rio de Janeiro e Niterói.

Gabriel nasceu no ano de 1984 e aos 13 anos de idade começou a tocar na Escola de Samba Viradouro. Em apenas dois anos de Viradouro, assumiu o lugar de primeiro repique da bateria e iniciou seus estudos musicais e pesquisas sobre ritmos. Em função do seu talento o músico já tocou com grandes nomes da música Brasileira e se apresentou no palco mundo do Rock in Rio 3 para um público de mais de 200 mil pessoas a convite da banda Guns n' Roses.


DUO FEL

Manter um duo de violões por mais de duas décadas já é por si só um feito notável. Ainda mais com a integridade artística de Fernando Melo e Luiz Bueno, instrumentistas e compositores do Duofel, que desde seu primeiro encontro, em 1977, têm priorizado a qualidade musical e a investigação sonora.

Autodidatas, Luiz Bueno e Fernando Melo conheceram-se em 1977, em São Paulo, tocando numa banda de rock progressivo, a Boissucanga. Luiz tocava guitarra e Fernando era o baixista. Insatisfeitos com a música que faziam, decidiram começar a compor juntos para o formato de um duo de violões. A consciência de que precisavam de mais experiência levou-os a passar o final daquele ano e boa parte de 1978 viajando por Pernambuco, Paraíba e Alagoas. Tocaram em diversos locais, inclusive nas ruas, aproveitando a experiência para vivenciar ritmos e manifestações folclóricas regionais, como o maracatu, a embolada, o repente e o baião.

Na volta a São Paulo, depararam-se com o 1.º Festival Internacional de Jazz de São Paulo, no Anhembi, quando entraram em contato com feras do gênero, como Dizzy Gillespie e John McLaughlin, sem falar na atração mais comentada do evento: o alagoano Hermeto Pascoal. “A gente queria ouvir todo o tipo de música. Ainda tínhamos sede de descobrir nossa música na música dos outros. Ali percebemos que ainda estávamos engatinhando. Tínhamos uma linguagem própria, mas uma técnica ainda insuficiente”, admite Luiz.

O próximo passo foi acompanhar cantores, como Chico de Abreu e Tato Fischer. Este apresentou a dupla à cantora mato-grossense Tetê Espíndola, com quem o Duofel manteve uma parceria de sete anos. “Aí realmente começamos nossa carreira profissional. Sentimos pela primeira vez a força de nossa música. Tetê sempre levou a carreira muito a sério. Aprendemos muito com ela”, reconhece Luiz. Em 1987, os dois violonistas lançam “Duofel Disco Mix”, seu primeiro disco, em produção independente.

Uma série de shows ao lado de Tetê e Arrigo Barnabé, na Bélgica e na França, em 1989, gerou o convite do produtor Rainer Skibb para a gravação do álbum “As Cores do Brasil”, lançado no ano seguinte, na Europa. Uma nova turnê pelo continente europeu, em 1993, aproximou a dupla de outro grande músico: o violonista Sebastião Tapajós. Na volta dessa viagem acontece a gravação de “Duofel”, o terceiro disco (pelo selo Camerati), que destacava participação de Oswaldinho do Acordeon e rendeu cinco indicações para o Prêmio Sharp.

Registrada no CD “Espelho das Águas - Ao Vivo” (Velas, 1994), a parceria com o percussionista indiano Badal Roy também foi muito enriquecedora. “Esse encontro nos trouxe uma outra sonoridade”, diz Fernando, lembrando que o interesse do ex-parceiro de Miles Davis e Ornette Coleman pelas composições do Duofel melhorou muito sua auto-estima. “Os produtores das gravadoras elogiavam nosso trabalho, mas sempre acabavam sugerindo que a gente fizesse releituras de canções conhecidas, deixando de lado nossas composições”, reclama Luiz.

Outro parceiro que contribuiu decisivamente para ampliar os limites sonoros do Duofel foi Hermeto Pascoal, responsável pelos arranjos do CD “Kids of Brazil” (Velas, 1996), vencedor do Prêmio Sharp. “Nesse trabalho descobrimos novas afinações para os violões, porque algumas notas que Hermeto escrevia não existiam em nossas afinações. Essa foi uma grande escola. Ali começamos a apurar nossa música. Perdemos qualquer medo de criar”, conta Fernando.

Após bem-sucedidas apresentações em festivais de prestígio, como o Summerstage, em Nova York (EUA), e no Jazz à Vienne, em Lyon ( França), em 1998, a dupla grava finalmente o CD "Atenciosamente, Duofel". Lançado pela Trama, em 1999, esse álbum destacou composições de Fernando e Luiz, em homenagem a músicos que marcaram a carreira do Duofel. No ano seguinte, as faixas “É Pra Jards”, “Subindo o Tapajós”, “Fax para Uakti” e “Azul da Cor da Manteiga” surgem em versões diferentes, registradas ao vivo no Teatro Municipal de São Paulo, no CD “Duofel 20”, onde Hermeto Pascoal e Oswaldinho do Acordeon aparecem em duas faixas como convidados especiais.

Em outubro de 2003 captaram som e imagem no show de celebração de 25 anos de parceria, no Teatro do SESC Pompéia, em São Paulo, lançando em novembro de 2004 pela gravadora MCD. o DVD / CD, “Frente & Verso”, pioneiro no segmento. Os dj’s e produtores Manoel Vanni e Franco Jr., os Lunatics, participam em duas faixas experimentando com a música eletrônica.

Em 2005 criam sua prórpia estrutura de gravação e distribuição com a Fine Music lançando o CD “Precioso”, segundo album solo em toda a discografia, numa homenagem a cidade de Manaus e aos vinte e cinco anos de parceria. Nove composições próprias e um arranjo para “Bom Dia Tristeza” de Adoniran Barbosa e Vinicius de Moraes. “Formado por Fernando Melo e Luiz Bueno, o DUOFEL é a mais original dupla de violões dos últimos muitos anos. Ou melhor, é mais radicalmente: esqueçam-se das outras duplas de violões. O DUOFEL tem concepção musical única e sonoridade inimitável. Hermeto Pascoal acredita que represente a grande novidade da música instrumental brasileira” (Mauro Dias / Jornal O Estado de São Paulo / 99)

“Na música instrumental, que não conta com o poderoso veículo da poesia, um árduo e longo caminho é percorrido para ser atingida uma identidade musical, isto é, o status de perfil próprio, o estilo. O DUOFEL atinge esse invejável patamar na música brasileira. E mais: coloca no mercado um CD destinado a ter forte ressonância na juventude”. (Zuza Homem de Mello / 94) Virtuosismo, interação sensível e um potencial inesgotável: “Sem nenhuma dúvida, o DUOFEL faz a nova música instrumental do Brasil”. (Manfred Gillig / GUITARRE AKTUELL / Alemanha / 90) “Foi amor à primeira audição! Sua música contagiante e emocionante, principalmente quando apresentada “ao vivo”, nos faz crer que uma nova música vem por aí” (Rita Kornblum / Universidade de Connectcut – EUA / 96)

“Poucas vezes pude ouvir tamanha quantidade de lirismo, sensibilidade, técnica, afinações esquisitas, arranjos intrincadíssimos (cortesia do mestre Hermeto Pascoal), harmonias esplendorosas… Desde a abertura até a última nota da última faixa, ouve-se um álbum absolutamente irrepreensível que, sem exagero, pode ser considerado um dos melhores álbuns instrumentais já gravados neste planeta, em todos os tempos. Absolutamente obrigatório!!!” (Régis Tadeu / Revista Cover Guitarra / 96)


ALESSANDRO PENEZZI E NAILOR PROVETA

"Velha Amizade" por Paulo Aragão

"Na música, tal como no futebol, o encontro de craques não é garantia de um conjunto perfeito. Mais que a soma de individualidades, há que se ter generosidade, entrega, entrosamento, comunhão.

Velha amizade celebra o encontro entre dois dos maiores instrumentistas do Brasil, Nailor Proveta e Alessandro Penezzi. E aqui a simbiose dos grandes encontros musicais está presente da primeira à última nota.

Proveta e Penezzi são dois artistas raros. Por um lado, tocam com a naturalidade de quem fala, tocam com tal virtuose que as ideias musicais parecem transbordar. Por outro, não deixam a música derramada, não há nota jogada fora. Acima de tudo, porém, prevalece a generosidade. Em muitos momentos do disco, ouvimos um Proveta endiabrado, contagiado pela vibração e a energia do Penezzi. Na mesma proporção em que vemos o Penezzi usando a paleta de mil cores que é a assinatura do Proveta. Tudo na maior alegria, tudo no maior equilíbrio.

Poderíamos ressaltar a modernidade que emana da música de Proveta e Penezzi, em um repertório totalmente autoral e inédito, na inquietude pela busca das melodias mais sinuosas, das harmonias mais surpreendentes. Poderíamos também falar da tradição que perpassa todo o conceito da música deles. Afinal, compondo ou interpretando são dois músicos que olham para frente sem necessidade de brigar com as heranças do passado. Além de moderno ou tradicional, porém, este é um encontro extemporâneo. A velha amizade celebrada neste disco é ancestral, é perene. Em tempos de estiagem, Proveta e Penezzi mostram o caminho onde a música brasileira jorra com abundância."

Alessandro Penezzi:

Natural de Piracicaba (SP), Alessandro Penezzi iniciou seus estudos de violão aos 7 anos. Compositor e arranjador, toca também o violão de 7 cordas, violão tenor, cavaquinho, bandolim e flauta.Formou-se em violão erudito em 1997, pela Escola de Música de Piracicaba, sob a orientação do Maestro Ernst Mahle e do Prof. Sérgio Belluco, que também lhe mostrou o universo do Choro.Bacharelou-se em Música Popular pela Unicamp em 2005.

Integrou importantes grupos instrumentais brasileiros como: Regional do flautista Carlos Poyares; Trio Quintessência; Grupo Choro Rasgado; Projeto Violões do Brasil; Duo com Maestro Laércio de Freitas; Trio com Yamandú Costa, Rogério Caetano; Trio com Sizão Machado e Alex Buck; Duo com Alexandre Ribeiro; Alessandro é considerado tanto pela crítica como pelos músicos como um dos violonistas mais impressionantes da atualidade seja por sua técnica apurada, virtuosismo ou composições, que já foram gravadas por artistas como Yamandú Costa (Dayanna), Beth Carvalho (Acabou a Brincadeira) e Danilo Brito (Abraçando).

Em 2011, abriu o show da lenda viva do Jazz – Wayne Shorter, na 30a edição do Spokje Jazz Festival, na Macedônia. Em 2013 lançou o CD Dança das Cordas, muito aclamado pelo público que rendeu shows em todo o Brasil e uma turnê pelos EUA. A cada novo álbum lançado trazendo vários elogios da crítica especializada, Alessandro vem consolidando uma carreira de criatividade, maturidade e trabalho. Isso é notado pelas várias indicações a Prêmios, Gravações, Programas de TV e Rádio, Concertos, Workshops, Oficinas e Júri em Festivais e Feiras no Brasil e no exterior.

Proveta:

Pode-se dizer, sem medo de errar, que PROVETA ocupa lugar de destaque na galeria dos principais músicos do Brasil. Aprendeu as notas musicais, antes das letras do alfabeto. De calça-curta, aos 6 anos de idade, tocava clarinete na banda da sua cidade natal – Leme-SP. Passou depois a tocar em bailes no conjunto liderado por seu pai o tecladista e acordeonista Geraldo Azevedo e em outros grupos musicais da região.Mudou-se para São Paulo e, aos dezesseis anos de idade, já integrava a orquestra do Maestro Sylvio Mazzucca, famosa em todo o Brasil.

Foi convidado para acompanhar os principais artistas do Brasil – Milton Nascimento, Gal Costa, Edu Lobo, Raul Seixas, Guinga, Jane Duboc, Joyce,César Camargo Mariano,Maurício Carrilho, Yamandú Costa, etc. e também artistas internacionais como, Joe Wiiliams, Anita O’Day, Bobby Short, Benny Carter, Natalie Cole, Ray Conniff, Sadao Watanabe, entre outros.

Atua intensamente nos estúdios de gravação como instrumentista e arranjador, tendo participado de centenas de gravações dos mais importantes artistas brasileiros.


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